segunda-feira, 13 de abril de 2009

O amor líquido ou mais uma de amor

Bauman afirma em seu livro (O amor líquido) que o amor na era pós-moderna é passageiro como as águas de um rio sob uma ponte. A relação mais profunda do ser humano não dura mais de uma noite e, se dura, não há nada que a garanta por mais tempo. Até o casamento é líquido. É, inclusive, ilegal contratos sem cláusula de revogação no país, isso, obviamente, inclui os casamentos. E como ter um amor para sempre? O que garante o amor para sempre? Mesmo que se sinta um grande amor, que se tenha filhos, que se construa uma casa, um patrimônio, sei lá, não importa quão grande é nosso vínculo, ele é passageiro, pois nunca temos absoluta certeza que o outro lado tem os mesmos vínculos.
Além disso, a moral é outra, se nos apaixonarmos novamente não haverá uma alma caridosa para aconselhar a manter o casamento antigo. Tudo nessa era é prazer imediato. A paixão é sempre mais prazeirosa que o amor. Ela não gera compromissos. E como resistir? Como fazer uma trincheira para segurar essa nova onda que nos carrega mesmo contra vontade? Isso eu não sei e espero que eu consiga.
Me deseje boa sorte!!

Um comentário:

  1. vai ser eterno, meu bem! Liquido e eterno enquanto estiver sob a ponte!!!
    te desejo as águas mais calmas!!! =D

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