segunda-feira, 13 de abril de 2009

O amor líquido ou mais uma de amor

Bauman afirma em seu livro (O amor líquido) que o amor na era pós-moderna é passageiro como as águas de um rio sob uma ponte. A relação mais profunda do ser humano não dura mais de uma noite e, se dura, não há nada que a garanta por mais tempo. Até o casamento é líquido. É, inclusive, ilegal contratos sem cláusula de revogação no país, isso, obviamente, inclui os casamentos. E como ter um amor para sempre? O que garante o amor para sempre? Mesmo que se sinta um grande amor, que se tenha filhos, que se construa uma casa, um patrimônio, sei lá, não importa quão grande é nosso vínculo, ele é passageiro, pois nunca temos absoluta certeza que o outro lado tem os mesmos vínculos.
Além disso, a moral é outra, se nos apaixonarmos novamente não haverá uma alma caridosa para aconselhar a manter o casamento antigo. Tudo nessa era é prazer imediato. A paixão é sempre mais prazeirosa que o amor. Ela não gera compromissos. E como resistir? Como fazer uma trincheira para segurar essa nova onda que nos carrega mesmo contra vontade? Isso eu não sei e espero que eu consiga.
Me deseje boa sorte!!

quarta-feira, 25 de março de 2009

O sétimo véu- Rosa Faria

Uma família não são só os laços de sangue e os afetos, mas as memórias, que umas vezes explicam, outras inquietam, outras magoam, mas sem as quais andaríamos à deriva sem cais onde amarrar nosso perdido bote. (FARIA, O sétimo véu. p.27)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Outubro de 1998

Hoje o fim foi evidente. A boca já sem palavras repugnava qualquer beijo. O duro fim. Não resta nada. Da doçura nada ficou ou ficou de um modo grotesco como não deveria ser. Nossas idéias são divergentes exatamente nos pontos onde não deveriam ser.
(E ainda deu tempo de ver)

Março de 98

Se o fim já passou o que restará?

1998

Amores e sandálias na mão, pés no chão.

Em 1996

O sonho acabou,
o perfeito está longe,
o olhar fascinante agora assusta,
é apavorante.
Anos despencam (castelos de carta),
A dúvida virou certeza;
Verdade infeliz,
dolorida demais,
lágrimas presas,
imagens na cabeça,
um filme com o final diferente: completamente alucinado.
Às pressas voltei a realidade
e vi com os olhos cheios de lágrimas
Apenas dois olhos avermelhados e um sorriso distante...

Se eu morresse amanhã

Se eu morresse amanhã, sei lá o que aconteceria, viria ao menos
Fechar meus olhos minha nem tão triste irmã;
Minha mãe com saudades viveria
Se eu morresse amanhã!
Pelo menos, não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que me devora
e dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

Abrindo o baú


Não é fácil abrir o baú. Temos nele memórias de feridas esquecidas que podem se abrir com esse pequeno golpe. Vou transcrever aqui alguns dos meus escritos de infância e adolescência, cenas dos meus diários e poesias das minhas agendas. Abrir esse baú é me expor. É colocar no "ar" coisas que nunca foram compartilhadas. Todavia aqui vão (como foi escrito quando tinha 10 anos) pequenas lembranças dos breves dias em que passei na terra.