terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Outubro de 1998

Hoje o fim foi evidente. A boca já sem palavras repugnava qualquer beijo. O duro fim. Não resta nada. Da doçura nada ficou ou ficou de um modo grotesco como não deveria ser. Nossas idéias são divergentes exatamente nos pontos onde não deveriam ser.
(E ainda deu tempo de ver)

Março de 98

Se o fim já passou o que restará?

1998

Amores e sandálias na mão, pés no chão.

Em 1996

O sonho acabou,
o perfeito está longe,
o olhar fascinante agora assusta,
é apavorante.
Anos despencam (castelos de carta),
A dúvida virou certeza;
Verdade infeliz,
dolorida demais,
lágrimas presas,
imagens na cabeça,
um filme com o final diferente: completamente alucinado.
Às pressas voltei a realidade
e vi com os olhos cheios de lágrimas
Apenas dois olhos avermelhados e um sorriso distante...

Se eu morresse amanhã

Se eu morresse amanhã, sei lá o que aconteceria, viria ao menos
Fechar meus olhos minha nem tão triste irmã;
Minha mãe com saudades viveria
Se eu morresse amanhã!
Pelo menos, não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que me devora
e dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

Abrindo o baú


Não é fácil abrir o baú. Temos nele memórias de feridas esquecidas que podem se abrir com esse pequeno golpe. Vou transcrever aqui alguns dos meus escritos de infância e adolescência, cenas dos meus diários e poesias das minhas agendas. Abrir esse baú é me expor. É colocar no "ar" coisas que nunca foram compartilhadas. Todavia aqui vão (como foi escrito quando tinha 10 anos) pequenas lembranças dos breves dias em que passei na terra.